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  • A disfun o cognitiva p s

    2024-02-07

    A disfunção cognitiva pós‐operatória é uma síndrome perioperatória bem reconhecida, consequência da anestesia e cirurgia cuja causa exata permanece por esclarecer. De que forma tcid mg disfunção cognitiva pós‐operatória e a doença de Alzheimer podem estar ligadas permanece uma questão em estudo. A tcid mg bioquímica subjacente ao processo de demência, o estudo da relação entre doença de Alzheimer e disfunção cognitiva pós‐operatória enquanto provável espectro de uma mesma doença e a relação de ambas com os agentes anestésicos motivam a exploração dessa área. Fizemos uma pesquisa na Pubmed com as palavras “Alzheimer disease”, “Anesthesia” e “Postoperative Cognitive Dysfunction”, foram incluídos artigos científicos publicados entre 2005 e 2016 (um de 1998 pela relevância histórica), em inglês, que abordam a eventual relação entre anestesia e doença de Alzheimer. De acordo com os critérios de inclusão e pela sua relevância foram eleitos 49 artigos.
    A doença de Alzheimer É uma demência progressiva que conduz ao declínio das capacidades cognitivas. A grande maioria dos casos de doença de Alzheimer é esporádica, ou de início tardio, e presume‐se que seja uma doença multifatorial resultante da interação entre fatores genéticos e ambientais. O principal fator de risco é a idade, embora outros, como sexo feminino, baixo nível educacional, história familiar e mutações genéticas específicas (genótipo da apolipoproteína E),6, 7 também possam contribuir. Estão descritos vários fatores de risco modificáveis, como doenças cardiovasculares, antecedentes de traumatismo crânio‐encefálico, diabetes, hipertensão e dislipidemia, A associação entre exposição ambiental a fatores de risco modificáveis e doença de Alzheimer providenciou uma analogia potencial para o eventual papel da anestesia geral na patogênese dessa doença. Nessa linha de pensamento, a redução desses fatores de risco modificáveis diminuiria a incidência da demência.
    Patofisiologia da doença de Alzheimer A doença de Alzheimer caracteriza‐se por neurodegeneração severa, neuroinflamação e perda progressiva das aptidões cognitivas. Os critérios de diagnóstico para demência divulgados pela Associação Nacional Americana do Envelhecimento e Associação do Alzheimer definem demência como o desenvolvimento de sintomas cognitivos ou comportamentais associados ao declínio do nível prévio do desempenho, envolvendo vários domínios cognitivos que não possam ser explicados por delírio ou distúrbios psiquiátricos. Recentemente, as diretrizes incluíram também biomarcadores como critérios de diagnóstico, tais como: níveis diminuídos de proteína amiloide (por oligomerização) associados a suprachiasmic nucleus (SCN) aumento da proteína tau total ou tau fosforilada no líquido cefalorraquidiano (LCR). Além disso, a razão entre a proteína tau total e a proteína amiloide pode também ser usada como adjunto no diagnóstico de doença de Alzheimer. O distúrbio principal envolvido na sua patofisiologia é o folding proteico anormal, tem como características neuropatológicas marcantes: 1) A acumulação de placas senis formadas por agregados de proteína amiloide extracelular; e 2) A formação de emaranhados neurofibrilares intraneuronais de proteína tau hiperfosforilada.14, 15 Esses distúrbios induzem estresse oxidativo, inflamação e disfunção neuronal com eventual morte celular. A perda da hemóstase da fosforilação da proteína tau pode resultar da desregulação das cínases e das fosfatases envolvidas nesse processo. Fatores ambientais também podem contribuir para alterações da transdução de sinal, que conduzam à perda desse equilíbrio e culminam na degeneração neurofibrilar e morte celular. A hipótese amiloide reconhece que a desregulação entre a produção e a clearance de proteína amiloide conduz à sua acumulação. Essa hipótese contempla ainda que algumas formas do peptídeo amiloide são neurotóxicas e contribuem para a fosforilação anormal da proteína tau. Em última instância, essa cascata culmina em dano mitocondrial, desregulação do cálcio, apoptose e neurodegeneração.